Sugestões para acabar com a pirataria

  11/05/2013 - 18:36   pirataria,  
 

coyotedrm

Mais antiga que o duelo Balão Mágico VS. Trem da Alegria é a guerra da Indústria do Entretenimento contra a Pirataria. Desde os tempos mais primórdios, se há uma forma de entretenimento, alguém tentará fazer uma cópia ilegal dela e distribuí-la por aí sem pagar os devidos direitos autorais.

As indústrias da música e do cinema tentaram algumas manobras, mas hoje não podem fazer nada além de fechar um site aqui e ali de vez em quando (bem de vez em quando). Porém, a ~Indústria dos Games~ sempre muito criativa, continua experimentando vários truques e macetes para impedir que estes malditos piratas desfrutem dos seus jogos sem o devido pagamento. Ah… esses piratas.

Tentativas que nunca dão certo e em muitos casos ainda prejudicam quem compra o jogo legalmente: DRM exagerado, logins em serviços aleatórios, DLC exclusivo e outras coisas que são crackeadas em no máximo 1 hora após o lançamento do jogo.

Mas não temam, publishers! Temos aqui algumas ideias de como acabar de vez com os planos desses bucaneiros sujos! Não se preocupem que as ideias são inteiramente grátis (até porque alguém acabaria pirateando todas elas mesmo). Yarrrrr!

 

Sistema de Recompensas

Não, não estou falando de DLC extra, chapéus ou qualquer coisa assim porque a gente já sabe que isso não adianta. Me refiro a um sistema que recompense o jogador cada vez que ele jogar um jogo original, com um chocolate, uma balinha ou qualquer coisa assim. E que solte uma descarga elétrica nele cada vez que um jogo pirata ou usado for identificado.

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Tipo isso

Mas claro que isso não é pra sempre, só até o cérebro do jogador se acostumar e começar a se sentir mal só de pensar em piratear um jogo.

Facilmente implementável nos consoles da próxima geração, só ter um lugar pra colocar balinhas no console (mais simples e barato que um botão “share” no controle). E funciona muito bem, pelo menos no aprendizado de cachorros, ratos e macacos. Uma vez que nós somos basicamente macacos sem pelos, deve funcionar também.

 

Sempre conectado e de olho no que você tá fazendo aí seu vacilão

Persistem os boatos de que o próximo Xbox exigirá uma conexão constante com um servidor da Microsoft pra ficar dedurando o vacilão que jogar jogos piratas. Mas será mesmo essa a melhor solução? SimCity e Diablo 3 já mostraram que não. Deram muita dor de cabeça para as publishers e em poucos dias já tinha gente sambando na cara da EA construindo cidades offline. O problema é que pra acabar com a pirataria, exigir conexão com a Internet é pouco! Alguém sempre vai dar um jeito de burlar isso. Até MMOs têm seus servidores piratas pra quem não quer pagar.

O que fazer então? Bom, com o desemprego mundial e a população da Índia crescendo, a solução mais simples e barata é pagar alguém pra ficar olhando se você está fazendo tudo direitinho ou não. “Nossa, mas vai vir uma pessoa junto com o console pra ficar vendo se eu estou jogando o jogo original?”, claro que não cara, isso seria ridículo. Ao ligar o console, os servidores da MS/Sony/Nintendo/Quemfor detectam a sua localização e mandam o fiscal mais próximo pra te observar enquanto joga… ao desligar o console ele vai embora, simples!

De quebra essa solução ainda resolve o problema da galera que precisa de alguém pra jogar aquele multiplayer local mas não tem amigos (desde que você seja assinante GOLD, claro).

Apelo emocional

Uma estratégia muita usada por instituições de caridade, políticos e programas dominicais em geral. Talvez tudo que os piratas precisem pra parar de piratear seja ver a situação daqueles que estão sendo pirateados: os desenvolvedores que passam semanas trabalhando dia e noite sem ver suas famílias, se enchendo de cafeína e ganhando mal. Porque ao contrário do que dizem algumas lendas, você não trabalha enquanto se diverte quando desenvolve jogos (bom, só as vezes).

“Não tá fácil pra ninguém bicho”, nos afirmou um cara que trabalhou no ultimo jogo que você baixou por torrent.

É sério, na industria dos games é extremamente comum o tal do “crunch time“,  período em que o jogo tá pra sair e, pra não perder o prazo, os desenvolvedores trabalham freneticamente, noite a dentro se alimentando basicamente daquela pizza que o patrão pede pra motivar a galera. Diz a lenda que o pessoal do LA Noire ficou um ano em crunch. E aí você vai lá e pirateia o jogo do cara… poxa :(

Dramatização

A ideia aqui é deixar isso bem claro pra todo mundo colocando uma foto dos desenvolvedores cansados e com cara de cachorro pidão bem na entrada do jogo. Conseguindo assim a simpatia dos piratas.

Colocar a quantidade de horas que cada um trabalhou e a folha de pagamento no jogo também pode ajudar.

 

Claro que aí teríamos que ignorar que a maior parte do lucro vai pro publisher e pra galera que só fala “Tá chato, coloca um multiplayer aí” faltando 3 dias pra entrega, mas… vamos fingir que não.

 

NADA!

Ouçam o Cachorro da Turma do Deixa Disso, ele sabe o que diz (via Site dos Menes)

Ok, essa ideia é bem maluca mas é tão maluca que pode funcionar, prestem atenção: DRM não funciona porque sempre tem um maluco que crackeia a proteção em menos de 24 horas (muitas vezes só pra mostrar que pode) certo? Então ao invés de gastar tempo e dinheiro com sistemas anti-pirataria que não funcionam, gastem deixando o seu jogo melhor pra dar mais motivos pras pessoas comprarem. O GOG.com está a um tempo vendendo jogos sem DRM e usando isso como marketing e aparentemente tem adiantado já que eles ainda não foram a falência e o catalogo de jogos do serviço só cresce (pode ser que seja só bruxaria).

Preços menos abusivos e jogos melhores também podem ajudar mas aí acho que já estou sendo maluco demais.

Ah sim. Não ser um cuzão também ajuda.

 

GAMESFODA

Sobre

Dono dessa merda e entidade transcendental de GAMESFODICE. Eventualmente assume forma humana como um programador barbudo ou um negão de dreads.
  • eltonbm

    Bem lembrado falar do GOG, afinal, agora eles também trabalham com lançamentos, como foi o caso de Witcher 2 ou FEZ, mas um outro detalhe é a quantidade de extras interessantes: Alguns jogos tem pouca coisa, mas outros tem pacotes dígnos de edições de luxo. E todo mundo ganha! Falando francamente, quem gosta de piratear dificilmente vai comprar algum jogo nesta ou naquela vida. E depois de sair do "crack", posso dizer que existem momentos onde a maior vontade era de ter pirateado alguns jogos. Algumas produtoras não gostam dos clientes!

  • https://www.facebook.com/dfvgbdefgv.sfdfdf Marcelo Carvalho

    first!!

  • https://www.facebook.com/cesardka César Hoffmann

    Ótimas sugestões!!

  • leandrobelmont

    agora é aplicar isso na prática

  • slumki

    Achei tenso o "Sempre conectado e de olho no que você tá fazendo aí seu vacilão". XD
    Recomendo a leitura de "Cinema Pirata".

  • http://elkritzkrieg.wordpress.com neovillen

    Eu gosto quando o jogo trata a pirataria com humor, igual Alan Wake fez botando o Alan com um tapa olho pra quem pirateou. Ou até um pouco mais drástico, em Serious Sam, que botaram um monstro que não podia morrer e te perseguia durante o jogo todo caso fosse uma cópia pirata. É melhor do que algo intrusivo pra quem pagou, como os casos citados no texto.

    Mas num geral não tem muito o que fazer. E pra falar a verdade eu acho que o esquema do DLC é o menos ruim – isso quando não tem multiplayer que aí as pessoas compram de uma maneira ou de outra pra aproveitar sem procurar server privado.

    Mas fica o pensamento: e se o cara paga o Minecraft mas o FRAPS pro gameplay do youtube que ele faz é crackeado?

    SÃO QUESTÕES

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